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Divagações de um poeta sem motivos

E se o nada existe, talvez eu seja sua personificação. Criando certezas que perdem a credibilidade no instante seguinte, de contribuinte passo a inadimplente, no mesmo lapso temporal em que se faz a próxima cena. O palco, a vida, a encenação da existência em sua forma mais complexa de simplicidade. Porém, nos fazem maus atores que insistem negar tal essência. Ser simples é o maior desafio para a raça que cisma em ser categórica. Enquanto que a idade, é apenas luxo de quem se dá começo, meio e fim. Sou simplesmente assim: o nada! Sem início, término, imenso e propenso a jamais se entender, mas com indícios de sinceridade, me faço por existir e não me reprimo diante de qualquer adversidade encontrada. Amar é meta, mas o despertar me faz enxergar que tal definição de amor, é meramente um desejo físico incontrolável de unir-se a um ser, um espírito simpático semelhante à minha sintonia, juntamente com algo tão quântico quanto a própria física, que faz qualquer conceito meu, perder a linha e calar-me. Realmente não sei escrever textos felizes, nem ao menos cuspo palavras escrachadas doces aos ouvidos de quem procura uma ilusão a que se apegar. Sou caótico, dramático, dedicado a incomodar e a desadaptar o que está adaptado ao comodismo. Zona de conforto só faz sentido se meu corpo estiver inerte, frio e sem qualquer sopro de vida, deitado em um caixão. Somos tratados como uma vela acesa na próxima encruzilhada, esperando em vão por uma entidade que só quer devorar seu banquete oferecido pela nossa luz. Porém essa noite, não terá jantar, e sim somente a oração silenciosa de quem grita sua humanidade nas palavras que formam esse texto desconexo. Complexo mesmo, é o motivo disto, sem saber a definição de “certo”, apenas exalando o quanto ainda estou vivo.

Yuri Cidade

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