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Livre comércio

A carne amola a faca Disfarça A eterna chaga Carregada Pelas mãos de quem afaga Fantasma Assombra os castelos de areia Injeta na veia O medo, enquanto tece a teia Arrotam na santa ceia Condenando nossos pecados Por seus próprios atos A penitências desproporcionais Gerando machetes de jornais As quais Não passam de figuras caricatas Das marcas De nossas falhas Na madeira que o artesão entalha De cada voto vendido O perigo de ser amigo É ter seu inimigo Pedindo abrigo Dentro do seu instinto De Justiça Tiriça Cobiça Ganância Arrogância Na elegância Da superioridade armada Na competição incentivada Por canalhas Que riem da nossa cara Nas arquibancadas É planalto, É progresso É ordem em excesso Na desordem de um comércio De almas que já desconhecem o certo Para que o nosso céu seja o inferno.

Yuri Cidade

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