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Quem és tu?

De repente um estopim se acende e provoca minha bomba nucelar cerebral. E simplesmente as palavras pulam da minha boca, edificando um texto totalmente expresso de coisas que nem eu mesmo sabia, prestes a ruir no próximo gole. Um trago, um prato, uma porta, um passo, tudo em vão no maior espaço reservado para tal percepção. O vão tem seu lugar, podendo ser preenchido por infinitas reflexões por puro prazer. Às vezes por ira, por outras amor, porém sempre é um calor visceral de quem retira uma agonia do peito. Se faz sentido, é puramente a visão de quem tenta me ler. Só causa efeito aquilo feito com total entrega ao momento, sem previsões do tempo, pois a vida se manifesta no momento e não no lapso do antes ou do depois. São apenas consequências geradas por um viajante temporal cotidiano, que vai e vem por entre as dimensões dos meus pensamentos. A meta é sempre achar um vácuo, vazio e desconhecido, em que não houve qualquer tipo de preenchimento anterior, para formar o nada simplesmente do nada, reunindo o máximo possível de tudo que se anula entre si. Somos a nulidade no processo existencial, o elo perdido do sistema retilíneo. Viemos criando uma confusão, visando quebrar a ordem natural de todo um ecossistema. Nossa ordem é uma desordem de dúvidas, em uma busca de achar alguma coisa que não seja o óbvio. Porém, todos se tornam óbvios e sem personalidade, quando ignoram sua essência e passam a buscar quem não são. A vida é um espetáculo que dispensa roteiro, e sim somente o improviso dos atores mais decadentes que por aqui passam. O papel principal sempre é o do seu ego, criando pra si a única visão de mundo que irá ter. O mundo solo, tão cheio de vazios e almas penadas, sendo impossível provar tais existências. Não há como agir de forma extra-consciência própria. Somos o que somos, por mais que tentem ignorar o fato de sermos nosso espelho, nosso reflexo será sempre de nossas vontades, instintos e da busca incessante de prazer e aceitação. Me recuso a pensar que eu poderia ser diferente. Diferente é puro conceito de quem não concorda com o modo de vida alheio, findo a justificar algum fracasso próprio. Me inspiro nas questões mais cotidianas que meu mundo joga para meus sentidos. Minha escrita se baseia no mais simples momento, tornando-se complexa quando olhada a fundo. A confusão mental que expresso, desata meus nós, bebendo direto da fonte o meu mais puro ser. Talvez meu grande “segredo” seja esse, jamais negar meu espírito. Se negarmos a si, qual seria o sentido da nossa existência se não fosse pra sermos nós mesmos?

Yuri Cidade

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