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Coletivo Eu

Ocultando lucidamente a sobriedade, divago as teorias mais ocultas sobre mim mesmo. Dentro de um buraco sem fim, é onde encontro a resposta da proposta imposta pela lei da vida: O NADA. O conceito abstrato daquilo que somos. De ser pra ser, varia a distinção de realidade e ilusão. Alguns acreditam na felicidade utópica do trabalhar para ser recompensado, enquanto que outros recolhem a recompensa às custas do trabalho alheio. O mundo é justo? Sim, o ser humano é que não. Em auto-análise espelhada no cotidiano dos semelhantes que convivo, detecto inúmeros erros de conduta baseado nos desvios de honestidade que acontecem dentro e fora de mim. Às vezes nem sou justo comigo mesmo. Tenho a impressão de que a vaidade e a inveja já nascem conosco, mas ao reparar a fundo na sociedade corrupta que assola minha rotina, vejo que estas infelizes qualidades, se assim posso chamar, são impostas pelo modo de vida consumista, prepotente e individual que somos criados. Nunca existe o “nosso”, apenas o “meu”. O “teu” que se dane. Poucos têm a sensibilidade, adquirida pela incansável busca pelo conhecimento e com a retirada da máscara que nos cega, e começam a entender que para um bem maior há de se pensar em conjunto. Socialmente falando, somos auto-suficientes para sobreviver no planeta, mas não para viver, no melhor sentido da palavra. A felicidade plena varia de pessoa pra pessoa, porém é quase que unanimidade a ideia de que fazer o bem para outrem é gratificante ao ponto de absorvermos a energia positiva que emana de tal ato. Em outras palavras, o bem é como um eco que ressoa no universo, e é capaz de atingir níveis altíssimos de satisfação e gratidão daqueles que conseguem dele desfrutar. Há quem defenda uma teoria puramente falsa e egoísta de que a sociedade deve seguir uma ordem meritrocrata que impõe que todos têm direito de serem felizes, desde que trabalhem de qualquer forma, sendo ela muito mais fácil pra quem descende de uma família com um capital avançado, e extremamente desigual por quem ocupa as classes mais baixas. Pura falta de senso de justiça e igualdade. Ser rico não é crime, mas para que todos tenham as mesmas chances e possam estabelecer-se na sociedade de forma igualitária, há de se ter a decência de olhar pra seus semelhantes e proporcionar-lhes oportunidades para que estes possam ter os mesmos direitos. Uma pena que a cultura do capital nos imponha gigantescos obstáculos, os quais transformam a felicidade em um grande carnê de prestações, tais estas que geram juros de estresse e tristeza a cada mínima dose de alegria bebida. A luta é árdua, mas vale a pena cada batalha para fazer da nossa realidade, tão prazerosa quanto a ilusão que temos quando nos desligamos do mundo real e nos deixamos apenas levar por nosso instinto coletivo de praticar a sapiência, a sabedoria e a humildade que nos é dada no momento que nascemos. Ninguém nasce mau-caráter. Nascemos neutros, intocáveis e sem qualquer rotulaçao do que realmente é capaz de nos fazer feliz. A imposição de um sistema machista, patriarcal, preconceituoso e ganancioso nos molda desde a educação de nossos pais, que foram criados em uma época ainda mais retrógrada da qual viemos ao mundo, até as nossas instituições de educação que oprimem os alunos menos afortunados, provalece os com mais poder financeiro e entopem os cérebros dos alunos com ideias falhas e cárcere escolar sem qualquer provocação ao conhecimento. Assassinam os sonhos de qualquer um. Porém nossa missão é fazer com que a evolução aconteça cada vez mais e com maior intensidade. O endeusamento das instituições e um governo falho e desonesto nos atrapalha, e muito, na luta de fazermos desse querido país um lugar melhor. Mas não me abaixo e nem me calo diante da inorgânica é arrogância alheia. Não seria justo da minha parte fechar meus olhos diante da situação periclitante. Somos a evolução. Somos o mundo. Com isso, podemos enxergar que ninguém individualmente detém o poder, e sim que todos nós, unidos em prol de um bem maior, possuímos o poder necessário, e soberano, para que a convivência plena, feliz e justa se propague pelo nosso ecossistema. Não faça o seu, façamos o nosso.

Yuri Cidade

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